UNIDADE 2
REFERÊNCIAS
COMO IMPRIMIR
   FUNDAMENTOS CONDICIONANTES DO CURRÍCULO

CompetÊncias

»Compreensão da importância das fontes curriculares para a construção e sustentação teórico/prática do currículo.

»Entendimento dos diferentes fundamentos teóricos do currículo com o desenvolvimento curricular

 

HABILIDADES

»Destacar a importância das fontes curriculares para a construção e sustentação teórico/prática do currículo.

»Confrontar os diferentes fundamentos teóricos do currículo com o desenvolvimento curricular




No estudo da primeira unidade, você teve a oportunidade de compreender o que é Currículo, seus conceitos e concepções, a evolução do currículo e o papel do educador no planejamento do currículo. Nesta segunda unidade você irá ampliar os conhecimentos e refletir sobre os diferentes fundamentos que dão sustentação ao currículo; analisar a importância de cada uma das fontes curriculares para a construção e sustentação teórico/prática do currículo, assim como terá a oportunidade de confrontar os diferentes fundamentos teóricos do currículo na perspectiva do Planejamento e Desenvolvimento Curricular.

Não se esqueça de consultar livros e sites indicados para que possa ampliar seus conhecimentos e participar efetivamente e prazerosamente dos exercícios e atividades previstas.

É recomendado para estudo e aprofundamento desta unidade, o seguinte site: clique aqui. Nele você encontrará o artigo “Abordagens Teóricas da Aprendizagem” que informa sobre algumas teorias comportamentais. Que tal fazer uma visita? Você vai gostar! Aproveite e faça uma busca em outros sites para poder ampliar seus conhecimentos.

Vamos à segunda unidade!

Você está lembrado que Currículo significa, dentre outras idéias, “corrida”, caminhada, jornada. Pois bem: no decorrer dessa caminhada ou tessitura curricular, os fundamentos vão-se “diluindo” na formação educativa que nos torna o que somos ou que viremos a nos tornar, contribuindo, sobretudo, na formação de nossas identidades individuais - nossos conhecimentos, saberes, valores estéticos e éticos, crenças, sentimentos, emoções, diversidades, o imaginário, enfim nossa identidade/ subjetividade.

E onde buscar a informação necessária para definir as intenções dessa tessitura curricular? Ou seja, onde buscar as fontes/fundamentos para as finalidades e contornos da educação escolarizada na perspectiva de formação de identidade/ subjetividade dos educandos?

Na educação escolarizada, ao pensarmos a construção e a implementação do currículo, existe a necessidade de planejar e desenvolver práticas curriculares respaldadas por uma clareza de posição da Filosofia, assim como da Psicologia, da Sociologia, e das Bases Educacionais e nestas as Bases Legais. Desse modo, este estudo, como já anunciamos anteriormente, abordará os seguintes fundamentos teóricos norteadores do currículo.

Estes fundamentos contribuem para anunciar ou denunciar, as intenções e ações vividas no cotidiano das instituições escolares. Nestas instituições, o currículo é considerado o eixo em torno do qual gravita a vida escolar e, por extensão, boa parte da vida social. É sabido que as intenções, as prescrições do currículo prescrito, oficial; aquele currículo que está delineado no papel, por representar manifestações de construção social, não se constroem e nem se efetivam em dados estáticos e neutros, porém por uma dada concepção de mundo, de homem e de educação, que se materializa num currículo em ação, num currículo real.

 

2.1 FUNDAMENTOS E CONCEPÇÕES FILOSÓFICAS DO CURRÍCULO

A opção por uma determinada posição filosófica na dinâmica curricular implica na formulação de perguntas como: Qual a visão de mundo? Qual a visão de sociedade? Quais as necessidades da sociedade? Como os homens se situam na sociedade? Qual a visão de Educação? Qual é o tipo de homem que quero formar? O que precisamos ensinar a quem, na Escola? Quais os valores fundamentais? Quais os valores humanos éticos e de cidadania para o novo tempo?

Para responder estas questões, podemos nos valer de diferentes posturas / visões filosóficas.

É sabido que, dependendo da opção filosófica adotada, a seleção dos objetivos e, conseqüentemente, as atividades curriculares tendem a refletir a devida postura filosófica selecionada e adotada, haja vista que o currículo transmite visões particulares e interessadas de organização da sociedade e da escola.

Por exemplo, se a escola pretende contribuir para a formação de homens que se adaptem à sociedade atual, enfatizará em seus objetivos a docilidade, a subserviência enquanto aceitação tranqüila de tudo. Pode até tal intenção não estar claramente expressa, ou sequer expressa, mas seguramente estará presente no cotidiano das ações curriculares.

Ao contrário, se a escola, estiver interessada em garantir aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, por certo, o espaço escolar se transformará num locus de favorecimento de outras formas de pensar sentir e agir, e problematizará mecanismos forjadores de identidades e subjetividades na esfera social, haja vista que toda prática educacional se faz com um pressuposto de natureza filosófica.

Nenhum trabalho pedagógico está desprovido de um referencial de valores, utopias, sonhos que, consciente ou não, representam a visão que a escola tem do mundo, da educação e das pessoas Assim, o currículo representa:


• Uma filosofia de vida em ação e uma ação nunca neutra. Como diz o senso comum, nunca fica ou está em cima do muro. Você entendeu?

• Um fazer curricular com uma determinada postura filosófica que pode ser ou representar:


Perenealismo;

Essencialismo;

Progressismo;

Reconstrucionismo.


Vamos numa breve abordagem, fazer um estudo sobre essas correntes e concepções filosóficas, tendo em vista que, a seqüência e o aprofundamento desta temática serão realizados nas aulas presenciais. No entanto, você poderá ampliar seus estudos, em busca de fontes alternativas como sites, reportagens ou recorrer às referências feitas a seguir.

COSTA, Marisa Vorraber. O Currículo nos limiares do contemporâneo. Rio de Janeiro: DP & A, 2003.

COLL, César. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 1997.

 

Vejamos algumas características curriculares centradas nas concepções filosóficas:

As práticas curriculares centradas no Perenealismo preparam o educando para atender a padrões tradicionais, conservadores, induzem à passividade, ao cultivo dos valores e das verdades eternas incontestáveis e imutáveis. As práticas curriculares, nesta perspectiva, são conteudísticas e tratadas de forma racional.

Os Essencialistas consideram que os objetivos devem ser extraídos de uma análise da estrutura interna, na organização lógica dos conteúdos de ensino e das áreas do conhecimento. Nesse enfoque, os conteúdos e as informações são essenciais à formação do educando. Além de se preocupar com a adaptação do indivíduo ao meio material e social, essa orientação filosófica, embora seja muito próxima da perenealista, diferencia-se desta quando se vale das heranças culturais, das quais absorve suas contribuições para tratar o presente.

Os Progressivistas abrem espaços para mudanças significativas na área educacional. Preocupam-se com os processos e instrumentos que levam o educando à ação e à reconstrução da experiência. A educação deve ser ativa e girar em torno da criança.

As posturas filosóficas Reconstrucionistas destacam a importância da emancipação dos valores culturais, procuram desvelar a realidade, e assumem as contradições existentes no interior de teorias e da prática escolar, em busca de condições para que os alunos desenvolvam a si mesmos e melhorem as condições da sociedade em relação à sua reconstrução social. Essas posturas também se valem de uma educação ativa.

Num estudo das teorias do currículo, Pedra (1997) afirma que todo currículo é, antes de tudo, representação de uma interpretação de práticas e saberes que circulam no espaço do cotidiano escolar. Verificamos, desse modo, que as práticas curriculares pressupõem um determinado tipo de homem, de mundo e de educação, ou seja, possuem uma postura filosófica que, por sua vez, gera uma determinada concepção de currículo.

Acesse a ferramenta Atividades e realize:

Atividade 1 – Destacando posições sobre as concepções filosóficas do currículo

 

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